Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (15/05) com baixa de 0,73%, aos 179.360 pontos, em mais um pregão de pressão vendedora. O mini-índice acompanhou a queda do Ibovespa em um pregão marcado pelo aumento da aversão ao risco no Brasil e no exterior. O mercado reagiu negativamente às incertezas políticas domésticas, enquanto o cenário internacional também decepcionou após frustrações com os desdobramentos da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping e a continuidade das tensões no Oriente Médio, que voltaram a impulsionar o petróleo.
No Brasil, o índice foi pressionado principalmente pela queda dos bancos e das siderúrgicas, apesar da alta de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3). Para o trader de mini-índice, o cenário segue de elevada volatilidade, com foco no fluxo estrangeiro, no ambiente político e no comportamento das commodities.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice iniciou a última sessão sob forte pressão vendedora, mas conseguiu recuperar parte das perdas ao longo do dia. Apesar do fechamento negativo, o ativo encerrou negociando acima das médias de 9 e 21 períodos, o que pode favorecer tentativas de recuperação no curtíssimo prazo.
Para retomada do fluxo de baixa, será necessário romper a região de suporte em 178.925/178.335. Caso essa faixa seja perdida, o índice pode acelerar as quedas em direção a 178.080/177.165, com alvo mais longo em 176.630/175.100.
Por outro lado, uma recuperação mais consistente dependerá da superação da resistência em 179.425/180.120. Rompendo essa faixa, vejo espaço para avanço até 180.385/180.815, com projeção mais longa em 181.550/182.220.
No gráfico diário, observo que o índice segue em tendência de baixa no curto prazo, mantendo negociações abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Ainda assim, o candle da última sessão deixou um martelo, padrão gráfico que pode sinalizar tentativa de reversão ou ao menos um repique técnico.
Além disso, o IFR (14), em 32,18, segue próximo da região de sobrevenda, enquanto o afastamento relevante das médias sugere possibilidade de recuperação técnica no curto prazo. Apesar disso, o fluxo predominante continua vendedor.
Para uma reversão mais consistente, será necessário superar a região de 179.425/184.090, mirando posteriormente 188.255/192.600. Já a perda de 177.165/176.630 pode ampliar a pressão baixista, com próximos suportes em 171.780/170.470.
WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice fechou a última sessão negociando entre as médias de 9 e 21 períodos, o que reforça um cenário mais lateral no curtíssimo prazo, apesar da tendência principal ainda negativa.
Para continuidade da baixa, será necessário romper a região de suporte em 178.335/177.165. Perdendo essa faixa, o índice pode buscar 176.630/175.100, com projeções mais longas em 174.195/172.515.
Por outro lado, a retomada do fluxo comprador depende da superação da resistência em 179.425/180.385. Caso isso ocorra, o ativo pode avançar até 181.550/183.185, com alvos mais longos em 184.090/184.965.

(Rodrigo Paz é analista técnico)




