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sábado, maio 16, 2026

Entenda o que é o Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou neste sábado (17) o início do processo de pagamento aos investidores que possuíam CDBs do Banco Master. O início do ressarcimento ocorre dois meses após a decretação da liquidação extrajudicial da instituição.

Diante dessa situação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa a ser responsável por ressarcir os credores do Banco Master, respeitando o limite máximo de cobertura estabelecido pelo fundo. 

Mas o que é o FGC e como ele funciona? 

O que é? 

O FGC é uma instituição privada, sem fins lucrativos, cuja missão é proteger investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional e prevenir o risco de uma crise bancária sistêmica. Foi criado em 1995 diante da crescente preocupação das autoridades com a estabilidade do sistema financeiro. O fundo também presta auxílio às próprias instituições financeiras. 

Para entender melhor, imagine que você tem um carro e fez um seguro para ele. Se o carro for roubado, a seguradora irá reembolsá-lo, sob certas condições. O FGC funciona de forma semelhante, mas protege alguns tipos de investimentos e depósitos feitos em instituições financeiras. 

Ele é um mecanismo que garante aos clientes das instituições financeiras associadas a recuperação do patrimônio investido, caso essas instituições passem por intervenção, liquidação extrajudicial ou falência. 

Ainda usando a analogia do seguro, se ocorrer o sinistro (intervenção, liquidação extrajudicial ou falência da instituição financeira), o fundo pagará determinado valor ao correntista ou investidor. 

Como funciona? 

O fundo é formado com os recursos depositados periodicamente pelas instituições financeiras associadas: Caixa Econômica Federal, bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo. 

Assim como o segurado paga um prêmio para obter a cobertura de um seguro, os bancos fazem esses depósitos para formar um colchão de segurança que pagará os clientes e investidores em caso de quebra da instituição financeira. 

Essas instituições abastecem o FGC por meio de um depósito mensal de 1 ponto-base (0,01%) sobre o saldo de todos os depósitos elegíveis (veja mais adiante quais investimentos são cobertos pelo FGC). O fundo também conta com outras fontes de arrecadação. 





Quais instituições fazem parte?  

São cerca de 248 instituições associadas. Entre elas estão a Caixa Econômica Federal, bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo. 

Para serem associadas, essas instituições devem funcionar no Brasil e: 

  • Receber depósitos à vista, em contas de poupança ou depósitos a prazo; 
  • Realizar aceite em letras de câmbio; 
  • Captar recursos mediante a emissão e colocação de letras hipotecárias, letras de crédito imobiliário, letras de crédito do AGRONEGÓCIO e letras de crédito do desenvolvimento; 
  • Captar recursos por meio de operações compromissadas tendo como objeto títulos emitidos por empresas ligadas. 

A associação ao FGC é obrigatória conforme determina o Banco Central do Brasil, dependendo das atividades que a instituição realiza e dos produtos que oferece. 

Para ver a lista completa, acesse o site



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