O Ibovespa futuro (WINV25) encerrou a quinta-feira praticamente estável, em queda de 0,06%, aos 137.140 pontos, refletindo um pregão de cautela. No cenário interno, o destaque ficou para a arrecadação federal de julho, que bateu recorde para o mês, e para o consumo das famílias, que avançou 4% em relação ao ano anterior. Já o dólar comercial subiu 0,09%, a R$ 5,478, enquanto os juros futuros fecharam em alta.
Para os traders de mini-índice, o mercado segue em compasso de espera pelo discurso de Jerome Powell, nesta sexta-feira, em Jackson Hole (EUA), que pode redefinir expectativas sobre cortes de juros nos EUA. No pregão, Vale (VALE3) avançou 0,85% com apoio do minério de ferro, Petrobras (PETR4) subiu 0,23% com a alta do petróleo, e os bancos ficaram pressionados pelo impasse ligado à Lei Magnitsky, reforçando a volatilidade para os próximos dias.
Análise do gráfico de 15 minutos
O fechamento trouxe leve baixa, mas sem alteração significativa no cenário técnico. Para que o mini-índice ganhe fôlego vendedor, será necessária pressão suficiente para romper o suporte em 136.730/136.250 pontos. Caso isso ocorra, os próximos alvos ficam em 135.960/135.475 pontos, com extensão até 135.200/134.530 pontos.
Do lado contrário, a retomada compradora dependerá da superação da resistência em 137.300/137.665 pontos. Rompida essa faixa, o ativo poderá mirar 137.965/138.450 pontos, com alvo mais longo em 138.695/138.955 pontos.
No diário, o mini-índice também fechou em leve baixa, deixando um spinning top, sinal claro de disputa entre compradores e vendedores. O ativo segue pressionado abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça a cautela no curto prazo.
Para engatar alta mais consistente, será preciso romper a região de 137.885/139.030 pontos, com objetivos em 140.200/140.820 pontos. Já a perda de 135.900/135.200 pontos abre espaço para quedas em direção a 133.740/132.635 pontos. O IFR (14) está em 43,54, apontando neutralidade.

WINV25: Gráfico de 60 minutos

(Rodrigo Paz é analista técnico)




