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quarta-feira, maio 13, 2026

Polícia Civil fecha quatro fazendas de mineração de criptomoedas que deram prejuízos de R$ 750 mil em cinco meses

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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), encerrou na sexta-feira (9) as atividades de quatro fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas. A ofensiva ocorreu no município de Porto Real do Colégio e contou com o apoio tático da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) para desmobilizar a estrutura tecnológica montada no interior do estado.

No local, os agentes localizaram e apreenderam diversos equipamentos de alta performance utilizados para a validação de equações matemáticas de redes blockchain.

Segundo o delegado Thales Araújo, diretor da Dinpol, a atividade de mineração em si não representa ilegalidade no Brasil, mas as condições de operação das fazendas eram ilícitas.

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O delegado explicou que as autoridades descobriram infrações graves durante a diligência, pois “as estruturas eram alimentadas por ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, em todos os locais descobertos“.

Além disso, o consumo excessivo de eletricidade causava picos de energia e instabilidade na rede da região. Assim, o impacto financeiro aos cofres públicos e à rede elétrica local revela a magnitude da exploração criminosa.

Os peritos estimam que a estrutura consumia cerca de 200 mil kWh por mês, o equivalente ao gasto médio de aproximadamente mil residências. Esse volume de energia desviada gerava um prejuízo mensal de R$ 155 mil, somando um rombo total de R$ 750 mil desde o início das atividades ilícitas.

Infraestrutura ilegal utilizava águas do Rio São Francisco para resfriamento

A complexidade do esquema chamou a atenção dos investigadores pela sofisticação do suporte logístico. Além do furto de energia em larga escala, os criminosos realizavam o bombeamento irregular de água do Rio São Francisco para manter o funcionamento contínuo das máquinas de mineração.

O sistema de arrefecimento era vital para evitar o superaquecimento dos processadores que operavam sem interrupção. A população local sofreu prejuízos diretos com a instabilidade provocada pelo alto consumo das fazendas clandestinas.

Relatos indicam a queima frequente de aparelhos eletrodomésticos em propriedades vizinhas devido às oscilações na voltagem da rede de distribuição. Assim, a intervenção policial visa restaurar a segurança energética da comunidade e interromper o uso predatório de recursos naturais e públicos.

A apreensão dos equipamentos de hardware representa um duro golpe financeiro para os organizadores do sistema.

Cada unidade de processamento possui alto valor comercial no mercado internacional, e a perda desses ativos inviabiliza a continuidade da geração de moedas digitais pelo grupo.

A Polícia Civil agora analisa os componentes eletrônicos para identificar a origem das máquinas e os responsáveis pela montagem da rede técnica. No Distrito Federal, por exemplo, a polícia também encerrou duas fazendas de mineração na última semana utilizando energia roubada em suas operações.





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